Produção de óleo essencial de folhas e cascas de Drimys brasiliensis Miers (casca-d’anta)

Renata de Almeida Maggioni, Emilio Romanini Netto, Maria Izabel Radomski, Edilson Batista de Oliveira, Cicero Deschamps, Katia Christina Zuffellato-Ribas

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Resumen

Introdução: Drimys brasiliensis Miers, conhecida popularmente como cataia ou casca-d’anta, é uma árvore nativa da Mata Atlântica de grande importância fitoterápica. As folhas e cascas da espécie são utilizadas na medicina popular com ação antiescorbútica, estimulante, antiespasmódica, antidiarreica, antifebril, contra hemorragia uterina, antibacteriana, no tratamento de asma, bronquite e em certas afecções do trato digestivo.

Objetivo: Objetivou-se no presente trabalho, avaliar a influência da época de coleta no teor e composição química do óleo essencial de folhas e cascas de Drimys brasiliensis.

Métodos: O material vegetal foi coletado em área nativa, a partir de 15 indivíduos em duas épocas distintas, verão e inverno de 2016. Folhas e cascas foram submetidas à hidrodestilação em aparelho tipo Clevenger durante 4 horas e o teor de óleo essencial foi determinado pesando o óleo extraído e levando em consideração o peso de massa seca, sendo expresso em peso de óleo por peso de material vegetal em Base Livre de Umidade (% p/p BLU). A identificação e quantificação dos constituintes químicos foram realizadas por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas. Os dados referentes ao teor do óleo essencial foram submetidos ao teste t de Student. Resultados: Não houve influência da época de coleta no teor do óleo essencial de folhas e cascas de Drimys brasiliensis, porém o teor do óleo de folhas (1,09 a 1,39%) foi significativamente superior ao teor do óleo de cascas (0,14 a 0,15%), sendo a composição química dos óleos muito semelhantes. Foram identificados 62 compostos químicos nos óleos essenciais de Drimys brasiliensis, com predominância de monoterpenos. O constituinte majoritário observado foi o α-pineno tanto em folhas (17,73 a 18,44%) quanto em cascas (60,12 a 60,39%). O teor dos óleos essenciais de folhas é altamente superior ao teos dos óleos de cascas, sendo a composição química dos óleos muito semelhantes, sugerindo-se a utilização de folhas em substituição às cascas. 





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